Celulite: porque atinge mais as mulheres do que os homens ?

Pesquisas apontam que enquanto 99% das mulheres têm celulite após os 30 anos, no máximo 20% dos homens a têm. Mas por que existe tanta diferença?
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Há duas razões principais  para isso (nenhuma delas a ver com refrigerante ). A primeira está diretamente ligada aos fatores hormonais. Mulheres produzem o estrogênio, que faz com que retenham mais líquido. Assim, a variação de peso é maior (sem contar fatores como gravidez e início do ciclo menstrual, quando também engordam). Já os homens produzem testosterona, hormônio que faz a gordura ir para o abdômen. Eles podem contrair os músculos, mas a celulite não aparece!
Mas o principal motivo tem a ver com a distribuição de gordura no corpo. O tecido gorduroso dos homens é superficial e tem septos (traves que permeiam as células de gordura) mais espessos, e dispostos de maneira oblíqua. As mulheres apresentam grande depósito de gordura e os múltiplos septos fibrosos e dispostos de maneira perpendicular.
Estas características fazem com que nos homens, quando ocorre aumento de tecido gorduroso sob a pele, ele se projete para o fundo. Nas mulheres quando ocorre o aumento do tecido gorduroso ele se projeta para fora.
O que isso significa? que na mulher as ondulações ficam muito mais aparentes! E assim entende-se porque ELAS aparentam muito mais celulite que ELES!

Dra. Raquel Vale- Graduada em Fisioterapia pela Univali – Universidade do Vale do Itajaí-SC (2004). Pós Graduação “Lato Sensu”- Especialização em Fisioterapia Dermatofuncional pela Faculdade CBES de Curitiba-PR  (2009). Graduanda em Biomedicina – Uniavan Balneário Camboriú – SC (2019).

Vale a pena fazer suplementação com colágeno?

Uma das principais causas do envelhecimento é a perda do colágeno pelo organismo. A pele e os músculos ficam flácidos, a densidade dos ossos diminui, as articulações e os ligamentos perdem elasticidade e força motora. A perda de colágeno ocorre a partir dos 30 anos, quando o corpo passa a perder 1% da proteína ao ano. (OLIVEIRA et al., 2010; RODRIGUES, 2009).

As proteínas são um grupo de macronutrientes definidos por sua constituição bioquímica de um ou mais polipeptídeos. Para deixar bem claro e resumido de modo que você consiga interpretar, é importante que você compreenda uma coisa: toda proteína é formada, estruturalmente, por uma seqüência de Aminoácidos.

Quando ingerimos o colágeno, ele inicia seu processo digestivo já na boca, através de enzimas, após desce em direção ao esôfago, estômago e intestino. No estômago é que ocorre uma das principais fases deste mecanismo, pois os ácidos farão com que o colágeno se torne absorvível.

O colágeno, assim como as demais proteínas ingeridas, não é absorvido como colágeno e sim como aminoácidos. Os aminoácidos serão utilizados pelas células para produzir diversos tipos de proteínas humanas, inclusive o colágeno, se assim for a necessidade principal do seu próprio corpo. ou seja, o que vale é o estímulo de seu corpo, e não o que você deseja e imagina que acontecerá.

Experimentos com ratos realizados por Oesser et al., para quantificar a distribuição de peptídeos de colágeno, indicaram que após a absorção intestinal, os peptídeos de colágeno se acumularam preferencialmente, na cartilagem e nos ossos.

Sobre a ingestão de colágeno hidrolisado as pesquisas mostram que ocorre uma função terapêutica positiva na osteoporose e osteoartrite, com potencial aumento da densidade mineral óssea, efeito protetor da cartilagem articular e principalmente no alívio sintomático em quadros de dor.

Na literatura científica pesquisada não houve consenso sobre a dosagem
de colágeno hidrolisado a ser administrada , mas observa-se que com a suplementação de 8g diária ocorre um aumento da concentração de glicina e prolina no plasma e doses equivalentes a 12g diária promovem melhora significativa nos sintomas de osteoartrite e osteoporose.

Sendo assim, a ingestão de colágeno, carne, ovo, ou qualquer outra proteína animal, se traduz portanto, no fornecimento de matéria prima, pois a proteína vai ser degradado em aminoácidos constituintes e o corpo vai utilizar esses aminoácidos para produzir suas próprias proteínas de colágeno de acordo com o tipo e a necessidade. Num paciente idoso, onde ocorre o envelhecimento não só da pele mas de todo seu organismo, é difícil acreditar que o colágeno ingerido vai ser utilizado pela célula para produzir colágeno para tratar rugas, sendo que outros tecidos mais importantes, como por exemplo os ossos também vão estar necessitando de colágeno!

Outro ponto importante é que o colágeno é produzido pelos fibroblastos que com o tempo vão perdendo sua capacidade de síntese, então para um resultado mais eficaz não basta apenas ingerir colágeno é necessário estimular a capacidade de síntese dos fibroblastos, e isso é possível ingerindo a vitamina C, que desempenha um papel importantíssimo nesse processo.

Tanto o envelhecimento quanto a má alimentação podem afetar a demanda de colágeno no corpo. O ideal a ser feito é seguir uma dieta onde ingesta alimentar supra as necessidades recomendadas tanto de energia, quanto de macro e micronutrientes. Sendo que a nutrição balanceada é essencial não só para prevenir doenças crônicas, mas também para manter a saúde do corpo e garantir seu funcionamento adequado. Se tiver dúvidas procure uma nutricionista, na maioria dos casos é melhor se alimentar de carne, legumes, carboidratos e verduras do que de cápsulas. E não esqueça o colágeno é uma proteína assim como carne e ovos e que todas as proteínas se tranformam em aminoácidos!

 


Dra Raquel Vale. Graduada em Fisioterapia pela UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí, (2004). Pós-graduada em Fisioterapia Dermato Funcional, CBES , Curitiba(2010). Graduanda em Biomedicina- Uniavan- Balneário Camboriu 2019.

Referências Bibliográfivcas

ALMEIDA, P. F. de; SANTANA, J.C.C. Avaliação da qualidade de uma gelatina obtida a partir de tarsos de frango. XXX Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP). Maturidade e desafios da Engenharia de Produção: competitividade das empresas, condições de trabalho, meio ambiente. São Carlos, SP. 2010.

FABBROCINI, F. et al. Tratamento de rugas periorbitais por terapia de indução de colágeno. Surgical & Cosmetic Dermatology, vol.1, no.3, p.:106-111, 2009.

Silva, Tatiane Ferreira da; Penna, Ana Lúcia Barretto. Colágeno: caracteristicas químicas e propriedades funcionais. Revista do Instituto Adolfo Lutz, v. 71, n. 3, p. 530-539, 2012. 

RODRIGUES, V. Análise dos efeitos do colágeno bovino e derivados na proliferação celular e biossíntese de colágeno em fibroblastos humanos. São Paulo, 2009. Disponível na: http://www.ksodesign.net/sundown/wpcontent/uploads/2012/07/estudo15.pdf.

ZIEGLER, F. La F.; SGARBIERI, V. C. Caracterização químiconutricional de um isolado protéico de soro de leite, um hidrolisado de colágeno bovino e misturas dos dois produtos. Rev. Nutr. vol.22 no.1, 2009.

GONÇALVES, Gleidiana Rodrigues et al. Benefícios da ingestão de colágeno para o organismo humano. Revista Eletrônica de Biologia (REB). ISSN 1983-7682, [S.l.], v. 8, n. 2, p. 190-206, ago. 2015. ISSN 1983-7682. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/reb/article/view/18568>. Acesso em: 20 abr. 2019.

LIANG, J.; PEI, X.; ZHANG, Z. et al. The protective effects of long-term oral administration of marine collagen hydrolysate from chum salmon on collagen matrix homeostasis in the chronological aged skin of Sprague-Dawley male rats. J Food Sci; 75 (8): H230-8, 2010. 22. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução n° 16 de 30 de abril de 1999. Aprova o regulamento técnico de procedimentos para registro de alimentos e ou novos ingredientes. Diário Oficial da União de 03 de maio de 1999, Seção 1-E, p. 11.

Prestes RC. Colágeno e seus derivados: características e aplicações em produtos cárneos. UNOPAR Cient Ciênc Biol Saúde [Internet] 2013 [acesso em jan. 2014];15(1):65-74.

Roman JA, Sgarbieri VC. Caracterização físico-química do isolado protéico de soro de leite e gelatina de origem bovina. Braz J Food Technol [Internet] 2007 [acesso em 19 jan. 2014];10(2):137-43.

Frenhani PB, Burini RC. Mecanismos de absorção de aminoácidos e oligopeptídios. Controle e implicações na dietoterapia humana. Arq Gastroenterol [Internet] 1999 [acesso jan. 2014];36(4):227-37.

ADORO FEIJÃO, MAS ELE ME DÁ GASES… E AGORA?

 

Que os feijão além de deliciosos são os causadores de gases em alguns indivíduos nós já sabemos, mas porque isso ocorre?

Além de conter vitaminas, minerais, carboidratos e serem uma ótima fonte de proteína vegetal os feijões contém também fatores chamados de anti-nutricionais, são eles: taninos, fitatos e inibidores da tripsina e lecitinas que diminuem a absorção de minerais como ferro, cálcio e zinco além de alterar a digestibilidade das proteínas dos feijões. Ele contém um oligossacarídeo chamado Rafinose que é o causador de flatulência na maioria dos consumidores e acaba por impossibilitar o consumo dos mesmos.

Para diminuir a proporção desses fatores anti-nutricionais a dica é:

*Usar 3 medidas de água para cada medida de feijão;

*Deixá-los de molho por pelo menos 16 horas, sempre trocando a água (Principalmente enquanto ainda formar aquela espuminha na parte superior do líquido);

*Não realizar a cocção do grão na água do molho, descartá-la e utilizar água limpa.

Estudos comprovam (OLIVEIRA.Costa, 2001) que após esses procedimentos, quando o grão é submetido à pressão por 40 minutos os fatores anti-nutricionais diminuem drasticamente.

Teste e nos conte, se assim como a maioria dos consumidores seus desconfortos também diminuíram, queremos saber! 

Dra. Samanta do Canto- Nutricionista Especialista em Gestão em Gastronomia

As infinitas relações da alimentação com problemas de saúde na atualidade.

É inegável as associações entre a alimentação, atividade física e bons hábitos para uma vida saudável e plena! Diversos estudos comprovam os benefícios de boas escolhas e medidas rotineiras para diminuir os impactos das possíveis doenças que podem afetar a saúde humana.

Ainda esse ano, uma renomada Universidade Canadense publicou um artigo em seu periódico que avalia os dez principais fatores de risco que podem levar ao entupimento de artérias e ao Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Hoje essa patologia acomete milhares de indivíduos ao redor do mundo, com taxas de acometimento diferentes entre os países, porém em escala Global.

Foram estudadas e reunidas informações de 26 mil pessoas em 32 nações diferentes e traçados parâmetros que poderiam ter levado essas pessoas à desenvolverem a doença de acordo com cada localidade. Os fatores que são responsáveis por desencadear a doença também variam conforme o pais e cultura, porém os dez principais aparecem em todas as amostras de maneira mais relevante.

A primeira conclusão que se obteve, foi que se cuidados fossem tomados afim de se evitar os dez principais fatores de risco nos hábitos das populações, os casos reduziriam em até 90%. E no Brasil, é como salvar a cada 12 meses um número de pessoas similar a população que ocupa a cidade de Florianópolis, deixando claro, por ano.

Dentre as dez medidas de controle citadas, muitas delas se relacionam com a qualidade da alimentação.

1: Hipertensão: Ajustar a pressão arterial é a primeira medida para diminuição dos AVC´s. O controle dessa patologia está diretamente ligada a diminuição da quantidade de sódio ingerido pelo indivíduo e escolha de alimentos mais saudáveis e menos industrializados.

2: Sedentarismo: Aliada à alimentação é um fator importantíssimo para o controle da patologia. Além de contribuir para a redução ou manutenção do peso corpóreo, as atividades físicas regulares liberam substâncias que evitam a formação de placas e promovem o relaxamento e contração correta dos vasos sanguíneos evitando o entupimento dos mesmos.

3: Colesterol Alto: Outro fator diretamente ligado a alimentação, mesmo quando a elevação é causada por fatores genéticos.

É necessário controlar as taxas de colesterol para diminuir os riscos de AVC ou Infarto Agudo do Miocárdio. Preferir gorduras de boas fontes, como oleoginosas é uma boa alternativa, assim como dar preferência a carnes magras e diminuir as quantidades de embutidos.

4: Dieta Ruim: Alguns alimentos agem diretamento nas artérias e diminuem os riscos de entupimento e AVC´s, em contrapartida a dieta básica da maioria das populações hoje está incrivelmente pobre em nutrientes, necessitando de escolhas mais naturais e saudáveis.

É ideal consumir boas fontes de omega 3 ou suplementá-lo pois eles diminuem os processos inflamatórios dos vasos sanguíneos e podem até favorecer, em alguns casos, a diminuição da pressão arterial. Essas análises de necessidade devem ser feitas por profissional responsável da área, que saberá indicar o melhor maneira de ingestão desse nutriente, dependendo de características individuais de cada um.

5: Obesidade: Hoje considerada uma patologia e não mais um quadro clínico, a obesidade esta relacionada com o aparecimento de várias doenças da atualidade, como hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia e triglicirídeos aumentados, entre outras…

No organismo temos diferentes tipos de gorduras que se acumulam em locais diferentes no nosso corpo. Devemos sempre ficar mais atentos aquela gordura que se acumula na região da barriga, em torno da região umbilical.

Os outros fatores de risco seguem na sequência de prevalência entre os indivíduos, como sendo Estresse, tabagismo, Doenças cardíacas, alcoolismo e Diabetes, relacionadas ao meio onde vivem e escolhas e hábitos que mesmo considerados errôneos e prejudiciais ainda permanecem até os dias atuais.

Analisando os dados do estudo citado, fica óbvio dizer que levar uma vida mais saudável com relação as escolhas alimentares, realizar exercícios físicos regulares e fazer acompanhamento médico para realização de exames periódicos é a melhor forma de evitar a incidência de AVC´s e outras patologias correlacionadas, resultando em uma vida plena e longínqua.

Dra Samanta do Canto- Nutricionista graduada pela Universidade do Sul de Santa Catarina UNISUL, Especialista em Gestão em Gastronomia

 

Vamos falar de Chás!!!

Os chás são bebidas com inúmeros benefícios para saúde humana e auxiliam em uma série de processos no organismo. Os benefícios variam conforme as ervas, especiarias, raízes ou cascas usadas, e podem ajudar atuando como anti-inflamatórios, termogênicos, diuréticos e até calmantes.
O ideal é não misturar mais de 3 ervas para que uma não altere os benefícios e o mecanismo de ação das outras.
Quando aliado a uma alimentação adequada e hábitos de vida saudáveis podem contribuir consideravelmente para redução do peso corpóreo.

Para o emagrecimento é indicado o uso de ervas com poder termogênico, que estimulam a queima de gordura e calorias. O chá de hibisco é uma ótima opção, assim como o chás branco, verde e vermelho (Todos da planta Camellia sinensis).

Para aumentar o poder termogênico do hibisco, suas folhas podem ser fervidas com ramas de canela.

A quantidade máxima diária recomendada é 1 litro de chá, fracionados em porções de 200ml, para não correr o risco de reduzir a pressão sanguínea. Podem ser armazenados em garrafas térmicas após o preparo ou se preferir armazenar na geladeira o recipiente deve ser de vidro ou cerãmica.O chá não deve ser reaquecido, pois aumentam as chances de perder as propriedades de seus fitoquímicos.

Ele pode durar até 24 horas, porém o ideal é consumi-lo em 12 horas para aproveitar todas as propriedades terapêuticas que possue.

No preparo do seu chá, prefira ervas secas ou frescas. Desligue a água um pouco antes de iniciar a fervura e coloque as ervas na água quente. Deixe-o abafado por 5 minutos e depois armazene-o. Se o chá for preparado com folhas com caule, raízes, como é o caso do gengibre, ou cascas, o ideal é colocá-los em água fria e ferver por 10 minutos, desligar e depois mantê-los abafados por mais 5 minutos antes de beber.

Para 500 ml de água utilize 2 colheres de ervas ou mix de ervas.

Lembrando que o ideal é não adicionar nenhum tipo de açúcar para não diminuir a ação dos fitoquímicos que os chás possuem e que são responsáveis pelas suas ações benéficas, assim como também não é recomendado o uso de adoçantes artificiais e principalmente o leite, pois o cálcio pode anular os efeitos do chás.

Outra observação importante é que alguns chás estimulantes não são indicados para pessoas hipertensas ou que se medicam com psicotrópicos, como é o caso do hibisco, chá verde, preto, entre outros e também não é ideal administrá-los após as 18:00 horas para não afetar os mecanismos do processo de sono.

DRA SAMANTA CANTO- NUTRICIONISTA GRADUADA PELA UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA UNISUL.