Ansiedade

Muitas palavras diferentes estão relacionadas à ansiedade, como medo, pavor, pânico, preocupação, nervosismo e apreensão. Isso leva a uma considerável confusão e imprecisão do uso do termo “ansioso”. Que tal esclarecermos?

O medo é um estado neurofisiológico primitivo de alarme envolvendo a avaliação de perigo real ou potencial diante de determinada situação, iminente a segurança e integridade humana. Já a ansiedade é uma resposta cognitiva (p. ex. medo de ferimento ou morte), afetiva (p. ex. nervosismo), fisiológica (p. ex. palpitações) e comportamental (p ex. busca de reasseguramento) provocada pelo medo, ativada quando os eventos são concebidos como imprevisíveis, incontroláveis, e que podem ameaçar os interesses vitais do indivíduo. Tanto o medo como a ansiedade envolvem uma orientação ao futuro de modo que questões de “e se?” predominam.

Por exemplo, Bill passeava no parque e, de repente, avistou uma aranha venenosa ao lado de seu pé. Bill sentiu medo (ou seja, avaliou a situação como perigosa) e, então, correu (resposta comportamental), ao mesmo tempo em que seu coração palpitava (resposta fisiológica), se sentia nervoso (resposta afetiva), e imaginava a aranha picando seu pé (resposta cognitiva).

Mas, em que ponto o medo e a ansiedade se tornam disfuncionais e a intervenção clínica é justificada?

O primeiro ponto a ser considerado é que, muitas vezes, há avaliação errônea de perigo, ou seja, a avaliação cognitiva associada à situação leva ao medo e ansiedade acentuada que é inconsistente com a realidade. Outro ponto a ser considerado é quando o medo e ansiedade interferem no funcionamento do indivíduo, seja social ou ocupacional. Além disso, em condições clínicas, a ansiedade persiste por muito mais tempo do que seria esperado sob condições consideradas normais, o que causa sofrimento intenso.

Por Jessica Locatelli – CRP 12/16682

Beck, A. T., Emery, G. & Greenberg, R. L. Anxiety disorders and phobias: A cognitive perspective. New York: Basic Books, 1985.

 

 

Luto normal x Luto patológico

 

No curso de nossas vidas, todos nós somos levados a enfrentar uma série de perdas significativas e inevitáveis. Perdemos amigos queridos, familiares e pessoas próximas que despertam, com suas mortes, o processo de luto, fase da expressão dos sentimentos decorrentes dessa perda. Apesar de o luto ser universal, o seu significado é multifacetado na experiência de vida humana, uma vez que existem grandes diferenças em relação a como os indivíduos reagem diante das perdas.

O processo de luto envolve, tipicamente, sentimentos de apatia e abatimento, perda de interesse no mundo exterior e diminuição na atividade e iniciativa. Entretanto, no luto considerado bem elaborado, mesmo diante desses sintomas, que não são persistentes, a morte é tomada como algo real e o sujeito enlutado apresenta disponibilidade para novos investimentos em sua vida. Esses novos investimentos sadios sugerem a reorganização da nova rotina, tanto funcional como emocional. Já no luto considerado patológico ocorre a intensificação dos sintomas típicos do luto, ou seja, os sintomas são persistentes, integrando-se a vida do enlutado. Nesse processo, o indivíduo não consegue reorganizar sua vida e construir novos projetos para o futuro.

As crenças do indivíduo, as quais ditam a maneira pela qual ele interpreta os fatos à sua volta, são decisivas para as reações diante da perda. Ou seja, nossas crenças e nossos pensamentos influenciam, em grande parte, a forma como iremos encarar a morte e como iremos reagir diante de um processo de luto.

Dessa forma, o tratamento da pessoa enlutada que não conseguiu elaborar o luto de forma saudável se propõe a ajuda-lo a identificar os pensamentos distorcidos responsáveis pela perpetuação de seu sofrimento diante da perda, além de melhorar a qualidade da relação com outros sobreviventes, estabelecer novos relacionamentos, desenvolver uma nova rotina e dar um novo significado à vida.

CERENTINI, D.; DUARTE, E. R. C. L; PERGHER, G. K. Terapia Cognitivo-Comportamental no Luto. In: WAINER, R.; PICCOLOTO, N. M.; PERGHER, G. K. Novas temáticas em Terapia Cognitiva. Rio Grande do Sul: Sinopsys, 2011.

Jéssica Locatelli- Possui graduação em Psicologia (CRP 12/16682) pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. Pós-graduanda em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pelo COGNITIVO – Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, no Rio Grande do Sul.

VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?

 

O medo é uma emoção básica importantíssima para a preservação da vida, uma vez que sua função é nos proteger do perigo, pois produz respostas que visam aumentar a probabilidade de sobrevivência numa situação avaliada como perigosa. Essas reações são luta, fuga, congelamento e desfalecimento. Por exemplo, vamos imaginar que nos deparamos com um animal perigoso. Se nosso cérebro interpretar que podemos enfrentar o animal, nosso corpo se organiza para enfrentar ou intimidar o animal. Porém, se o animal parecer muito grande ou perigoso para nossos recursos, a resposta que se organiza é de fuga. Se não houver possibilidade de fuga, uma resposta possível é a de paralisia, de congelamento, como uma estratégia de tentar passar despercebido. Caso o ataque seja avaliado como iminente pode surgir uma resposta de desfalecimento para tentar pacificar o inimigo ou de desmaio para nos proteger de sentir a dor do ataque.
Assim, compreendemos que o medo é uma emoção inerente ao ser humano, com funções evolutivas importantes para a perpetuação da espécie.
Mas… e quando sentimos medo desproporcional e persistente por algo que não representa um perigo real?
A isso chamamos de FOBIA ESPECÍFICA, comumente tida por um ou mais objetos ou situações (p. ex. voar, animais, agulhas, elevadores, fantasias, tempestades). A fobia específica, além de ser desproporcional em relação ao perigo real imposto e provocar uma resposta imediata de medo e ansiedade, também é ativamente evitada ou suportada com intenso sofrimento, e causa prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. Dentre os sintomas cognitivos, está a preocupação, expectativa apreensiva, dificuldade de raciocínio e pensamentos catastróficos, hipergeneralistas e dicotômicos. Os sintomas comportamentais se caracterizam por fuga e esquiva, além de agitação, hipervigilância e dificuldade para falar. Já os sintomas fisiológicos são tensão muscular, taquicardia, sudorese, sensação de sufocamento, tontura, fraqueza, e boca seca.
O quadro clínico mostra, claramente, uma queda significativa da qualidade de vida. Se você se identificou com os sintomas, busque ajuda. Lembre-se, a grande maioria das coisas que nos causam medo são perigos autocriados que existem quase inteiramente em nossa própria imaginação.

APA. Associação Psiquiátrica Americana. Manual Diagnóstico e estatístico de transtornos mentais – DSM 5. Ed. 5. Washington, Associação Psiquiátrica Americana, 2014.
KNAPP, P. Terapia Cognitivo-Comportamental na Prática Psiquiátrica. São Paulo: Artmed, 2004.
DARWIN, C. The Expression of the Emotions in Man and Animals. Reino Unido: John Murray, 1872.

Jéssica Locatelli- Possui graduação em Psicologia (CRP 12/16682) pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI.

Por que a tristeza existe?

Entre as emoções negativas consideradas saudáveis está a tristeza que, mesmo sendo percebida como desagradável e relacionada a sofrimento e vários outros sentimentos considerados ruins ou indesejáveis, é uma emoção que faz parte de muitas experiências humanas construtivas, ligadas a aprendizados e até mesmo ao atingimento de objetivos evolutivos. Já entre as emoções negativas consideradas não saudáveis está a depressão, a qual não está relacionada a nenhum aprendizado evolutivo útil e, muito pelo contrário, é um sentimento destrutivo, incapacitante e que afasta a pessoa de seus objetivos.

Há três componentes principais na tristeza considerada natural. O primeiro deles sugere que a emoção esteja relacionada a uma situação específica. Já o segundo componente da tristeza é a sua intensidade razoavelmente proporcional à magnitude da situação que a provocou. Por mais difícil que seja mensurar essa intensidade, existem dois fatores importantes que contribuem para. O primeiro é cognitivo: Reações normais à perda implicam em percepções razoavelmente precisas das circunstâncias, ao invés de distorções cognitivas. O segundo fator é o emocional: A reação deve ser de intensidade emotiva e sintomática razoavelmente proporcional à gravidade das circunstâncias. O terceiro e último componente da tristeza é que ela diminui quando o contexto muda para melhor, ou quando o indivíduo se adapta à ele. Algumas situações, como a morte de um ente querido são irreversíveis e a duração da tristeza depois dessas perdas, embora muito variável, diminui com o passar do tempo.

A natureza transitória da maioria das reações de tristeza permite um olhar reflexivo sobre o passado, no qual há a resignação acerca do acontecimento que a causou. Assim, permite que o indivíduo se reoriente, concentrando e reavaliando-se em relação ao que aconteceu em sua vida. Em contrapartida, a depressão, ao invés de ser específica ao contexto e com duração limitada, tende a ser crônica, recorrente e desproporcional as circunstâncias sofridas.

Horwitz, A. V.; Wakefield, J. C. A tristeza perdida. São Paulo: Summus Editorial, 2010.

Maj, M.; Sartorius, N. Transtornos Depressivos. Porto Alegre: Artmed, ed. 2, 2005.

Jéssica Locatelli- Psicóloga- Pós-graduanda em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pelo COGNITIVO – Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, no Rio Grande do Sul.

 

 

Lidando com a INCERTEZA.

A preocupação ocupa tempo de todas as pessoas, e preocupar-se significa ocupar-se com alguma coisa antes que ela aconteça. Em geral, a preocupação deriva da nossa incapacidade de controlar o futuro totalmente ou de conviver com as incertezas. Quando não conseguimos lidar com nossas incertezas ou inseguranças naturais da vida a preocupação pode atingir altos níveis, trazendo sofrimento e queda na qualidade de vida. Entretanto, algumas preocupações são úteis e importantes e, portanto, são chamadas de preocupações produtivas, pois ajudam as pessoas a resolverem seus problemas, e dizem respeito a um problema real e que pode ser enfrentado com alguns comportamentos. Por outro lado, temos a preocupação improdutiva, que desencadeia uma porção de perguntas sem respostas (“Por que a vida é assim? Por que isso foi acontecer comigo?”). Esses pensamentos, normalmente, não nos levam a nenhum comportamento a fim de resolver um problema, além de produzir uma ansiedade intensa. Já a preocupação produtiva pode ser identificada a partir de algumas perguntas como, por exemplo, “é razoável essa preocupação?”, “é sobre algo que eu posso controlar?”, “isto me ajuda a encontrar uma solução concreta?”. Se a resposta for sim, ela ativa estratégias de resolução de problemas e, por isso, se trata de uma preocupação que nos leva a algum lugar.

Nesse sentido, a TCC auxilia as pessoas a diferenciarem as preocupações produtivas das improdutivas, bem como distinguir o controlável do incontrolável, a lidar melhor com a preocupação improdutiva quando ela surgir, e transformar a preocupação produtiva em comportamentos que ajudem a resolver problemas. Isso irá gerar um predomínio de preocupações reais e eficazes, diminuindo os níveis de ansiedade do qual ela provoca e aumento da qualidade de vida.

CLARK, D. A., BECK, A. T. Vencendo a ansiedade e a preocupação com a Terapia Cognitivo-Comportamental. Porto Alegre: Artmed, 2012.

DUGAS, M. J., ROBINCHAUD, M. Tratamento cognitivo-comportamental para o Transtorno de Ansiedade Generalizada. Rio de Janeiro: Editora Cognitiva, 2009.

LEAHY, R. L. Livre de ansiedade. Porto Alegre: Artmed, 2011.

 

Jéssica Locatelli – Psicologa graduada pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. Pós-graduanda em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pelo COGNITIVO – Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, no Rio Grande do Sul.

“Não podemos mudar o passado, mas podemos mudar a forma como pensamos, sentimos e nos comportamos hoje.” Albert Ellis

Atualmente, sabemos que o corpo e o psicológico estão interligados e influenciam-se mutuamente. Assim como a saúde física pode exercer uma influência significativa sobre a nossa saúde mental, os fatores psicológicos (como pensamentos, sentimentos e comportamentos) exercem um forte impacto sobre a nossa saúde física.

Assim, podemos dizer que ter saúde mental significa saber viver bem o dia-a-dia e enfrentar as adversidades da vida, como ser capaz de desempenhar, de forma funcional, as tarefas pessoais, familiares, escolares/acadêmicas, profissionais; estabelecer relações afetivas saudáveis; enfrentar dificuldades e resolver problemas; tomar decisões consideradas difíceis; reconhecer e regular emoções; responder às situações de forma adaptativa; bem como conhecer as próprias limitações e, quando julgar necessário, pedir ajuda a outrem, em busca do aprimoramento e da realização pessoal.

Nesse sentido, o profissional psicólogo, embasado teórica e tecnicamente, dispõe de conhecimentos e instrumentos a fim de auxiliar o cliente de acordo com seus objetivos, seja diante de um sofrimento, ou para ter uma melhor qualidade de vida. Vale lembrar que a intervenção do psicólogo é planejada, intencional e científica.

A psicoterapia cognitivo-comportamental, comumente conhecida como TCC, tem como premissa básica a noção de que nossos pensamentos influenciam a forma como nos sentimos e agimos. Assim, é um tipo de tratamento psicoterápico que ajuda os pacientes a entenderem como as suas crenças, pensamentos e sentimentos influenciam seus comportamentos. Desse modo, durante o tratamento, as pessoas aprendem a identificar e alterar padrões de pensamentos disfuncionais que têm uma influência negativa sobre as emoções e o comportamento, e que geram sofrimento intenso.

Além disso, a TCC é uma abordagem terapêutica com eficácia comprovada por meio de estudos empíricos para vários transtornos mentais, como depressão, transtornos de ansiedade (transtorno de ansiedade generalizada, fobias, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo), transtornos alimentares, transtornos de humor, dentre outros.

Lembre-se… “Não podemos mudar o passado, mas podemos mudar a forma como pensamos, sentimos e nos comportamos hoje.” Albert Ellis

Por Jessica Locatelli –  Psicóloga CRP 12/16682

Alívio para uma dor que parece imensurável.

Por Raquel Benachio- Psicóloga e Tanatóloga

Sem dúvida na Clínica Elegance pensamos sempre no melhor dos nossos clientes e parceiros, preocupados com a excelência no atendimento sempre inovando, buscando novas tecnologias e sem dúvida ampliando as informações sobre diversos assuntos atuais. E nesse mês de aniversário da nossa clínica muitas são as promoções, eventos e as possibilidade de deixar nossos clientes  satisfeitos e por  acreditar que a informação também é um belo presente que , nesse mês que é voltado ao combate ao suicídio,  resolvemos proporcionar conhecimento psicológico sobre o tema.

O suicídio é um fenômeno complexo que atinge a todos indistintamente e ao se manisfestar não aborda apenas a vítima,  mas seus familiares e amigos próximos. É um problema de saúde pública que precisa de atenção e cuidados. Infelizmente não é uma tarefa fácil, pois são muitas as facetas desse processo, justamente por não se ter uma única via de regra, um único aspecto que pode ser observado ou controlado, ele resulta de uma complexa interação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais e ambientais. É sem dúvida um dos grandes temores dos profissionais da área da saúde , assim como eu Psicóloga e Tanatóloga, entretanto de nada adianta somente filosofar sobre o assunto,  pois existem medidas estudadas e comprovadas que ajudam qualquer pessoa à auxiliar uma pessoa em imenso sofrimento, porque embora não se possa definir os critérios que  a pessoa escolheu para essa ação, sem dúvida alguma, a maioria dos profissionais concordam que a solidão está implícida ou explícita e  num processo contínuo cobalora com o sofrimento psíquico e, sem dúvida é tão doloroso que a morte ocupa o lugar de uma tentativa de luta, salvação, resgate ou qualquer coisa que minimize ou apague esse momento. É como se a morte fosse um ativo possível para “viver” dignamente.

Desta forma quando uma pessoa estiver vivendo situações de muito estresse, sofrendo de depressão, apresentar doenças crônicas ou distúrbios psiquiátricos, deve buscar ajuda profissional, muitas vezes a psicoterapia é  com certeza um viés de suporte.   Pois os sentimentos de tristeza e desamparo podem ser tratados e a desesperança poderá dar lugar para a motivação, alegria e vontade de superar.        Nem a pessoa, nem a família devem se sentir  envergonhada ou com medo de buscar esclarecimento e colaboração, os profissionais podem servir como alívio. Alívio para uma dor que parece imensurável!

Fonte Organização Mundial da Saúde

Conhecer seus sentimentos é estar aberto para o livro da sua vida encarando cada momento como único e verdadeiro.

Ninguém disse que na vida as situações são fáceis. Ninguém afirma como é lidar com as emoções tristes e nem as felizes. Muitos prometem uma certa felicidade plena, de fato desconheço. Pois o que conheço são os momentos do hoje, do dia de hoje que nos fortalecem ou enfraquecem. Mas também ninguém disse que enfraquecer é proibido. Fato sentir dor, decepção, cansaço é genuíno como o amor e satisfação. O que pode nos tornar diferente é a forma que encaramos cada momento, seja triste ou feliz. O que fortalece é poder estar vivo com oportunidades ao seu olhar, é poder enxergar aquilo que está atrás dos olhos. É não é magia nem coisa parecida . É poder olhar para aquilo que me fere ou me faz feliz com o mesmo sentimento de gratidão. É assumir uma postura de fazer diferente e dirigir sua vida e não ser guiada pelos seus sentimentos. Conhecer seus sentimentos é estar aberto para o livro da sua vida encarando cada momento como único e verdadeiro. É fantástico o sentimento de superação de si próprio. É grandioso a forma que escolhemos amar. É Divino o poder da vida. Sou psicóloga com muito orgulho!

Dra Raquel Benachio- Psicóloga & Coach

Psicóloga- Universidade de Caxias do Sul- UCS

Tanatóloga- Centro de Estudos em Tanatologia

Pós Graduada em docência do ensino superior- Faculdade da Serra Gaúcha- FSG