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Colágeno hidrolisado funciona?


O sucesso do colágeno hidrolisado não é de hoje. A preocupação com a qualidade de vida tem levado o consumidor a procurar e consumir produtos saudáveis, que possam melhorar as condições de saúde e promover o bem-estar. O colágeno era encontrada apenas em cápsula, sachê ou bala manipulada. Agora podemos achar nas prateleiras dos supermercados e farmácias, na forma de bombons, balas, água aromatizada, barrinha de cereais e até granola. .

O colágeno é encontrado nos tecidos conjuntivos do corpo, tais como os ossos, tendões, cartilagens, veias, pele, dentes, bem como nos músculos e na camada córnea dos olhos. Porém, com o início da fase adulta, a deficiência de colágeno começa a ser notada, pois o organismo diminui sua produção.

Pesquisas sobre a relação entre o envelhecimento da pele e a produção de colágeno têm aumentado nos últimos anos.

São comprovados clinicamente que os tratamentos antienvelhecimento, com ácido retinoico, laser, CO2 , microagulhamento, laser ndyag, laser ERBIUM, injeção intradérmica de ácido hialurônico, estimulam a produção de novo colágeno não fragmentado. Esses tratamentos promovem o equilíbrio entre a produção de colágeno e a ação das enzimas que o degradam, retardando o processo de envelhecimento e, consequentemente, melhoram a aparência e a saúde da pele.

E tomar colágeno hidrolisado funciona?

Os resultados das pesquisas de Zague et al. indicaram que a ingestão de colágeno hidrolisado pode aumentar a produção de colágeno pelos fibroblastos e retardar o envelhecimento da pele, reduzindo as mudanças relacionadas à matriz extracelular durante o envelhecimento por estimular o processo anabólico na pele. Os autores mostraram o potencial uso do colágeno hidrolisado como um complemento nutricional para prevenir a perda óssea.

Dra Raquel Vale. Graduada em Fisioterapia pela UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí, (2004). Pós-graduada em Fisioterapia Dermato Funcional, CBES , Curitiba(2010). Graduanda em Biomedicina- Uniavan- Balneário Camboriu 2019.

Referência Bibliográfica

Fisher GJ, Varani J, Voorhees JJ. Looking older: fibroblast collapse and therapeutic implications. Arch Dermatol Res. 2008;144(5):666-72.

Zague V, Freitas V, Rosa MC, Castro GA, Jaeger RG, MachadoSantelli GM. Collagen hydrolysate intake increases skin collagen expression and suppresses matrix metalloproteinase 2 activity. J Med Food. 2011;14(6):618-24

Souza AB, Oliveira NCP, Garcia T, Moreira AVBM. Desenvolvimento e análise sensorial de uma sobremesa à base de colágeno hidrolisado e soja. XIX Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos; setembro de 2004; Recife: Anais.

Nunes A, Neto C, Souza M, Feliciano R, Formigoni MLM, Isausti EO. Processamento de mortadela de filé de Tilápia com fibras de colágeno. Rev Eletrônica Educ Tecnol. 2011;5(10):1-25.

O passado que reconhece seu lugar, está sempre presente.

Imagina que sua vida é uma viagem (de fato, o é!). Você está lá, dentro do seu carro, dirigindo.

Em algumas partes do caminho você passa por experiências maravilhosas, paisagens marcantes e caminhos especiais. É absolutamente lindo.

Mas, você está olhando para frente e percebe que está prestes a passar por um caminho diferente – talvez, não tão bonito. Você decide diminuir a velocidade. Resiste. Você pensa sobre o quão injusta a vida é em te tirar esse momento. Você não gosta do que experiencia.

Logo depois, o pneu do carro fura, a estrada te assusta, você está sozinho, sua água acabou, a luz de reserva do combustível acende.

Você é obrigado a parar.

De onde estacionou, se você olhar para trás, visualiza o caminho percorrido e, ele ainda te seduz. Mas você não pode voltar. Por outro lado, você consegue visualizar o próximo pedaço do caminho. Ele, a princípio, não te agrada. Mas existe.

Você precisa decidir o que fazer. E isso não é fácil. 
Você tem todas as ferramentas para trocar o pneu e sabe que, com ele, pode percorrer um bom caminho. Você lembra que tem uma garrafa de água na sua caixinha térmica, até então esquecida atrás do banco. Você faz as contas, e a gasolina que você tem alcança até o próximo posto – e lá, tem outra paisagem.

Quanto trabalho! É, você precisa colocar as mãos em obras. Tempo, energia. Você, talvez, nunca tenha trocado um pneu – o que torna a experiência ainda mais trabalhosa.

Por mais difícil que seja, você, sabiamente, decide dispor de suas ferramentas, colocar as coisas em ordem e seguir seu caminho. É quando você reconhece que o passado tem um lugar e, certamente, não é no seu presente.

Se for olhar para trás, use o retrovisor para te ajudar a percorrer o caminho presente. Jamais para anula-lo.

Jessica Locatelli- Possui graduação em Psicologia (CRP 12/16682) pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. Pós-graduanda em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pelo COGNITIVO – Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, no Rio Grande do Sul.

 

Vale a pena fazer suplementação com colágeno?

Uma das principais causas do envelhecimento é a perda do colágeno pelo organismo. A pele e os músculos ficam flácidos, a densidade dos ossos diminui, as articulações e os ligamentos perdem elasticidade e força motora. A perda de colágeno ocorre a partir dos 30 anos, quando o corpo passa a perder 1% da proteína ao ano. (OLIVEIRA et al., 2010; RODRIGUES, 2009).

As proteínas são um grupo de macronutrientes definidos por sua constituição bioquímica de um ou mais polipeptídeos. Para deixar bem claro e resumido de modo que você consiga interpretar, é importante que você compreenda uma coisa: toda proteína é formada, estruturalmente, por uma seqüência de Aminoácidos.

Quando ingerimos o colágeno, ele inicia seu processo digestivo já na boca, através de enzimas, após desce em direção ao esôfago, estômago e intestino. No estômago é que ocorre uma das principais fases deste mecanismo, pois os ácidos farão com que o colágeno se torne absorvível.

O colágeno, assim como as demais proteínas ingeridas, não é absorvido como colágeno e sim como aminoácidos. Os aminoácidos serão utilizados pelas células para produzir diversos tipos de proteínas humanas, inclusive o colágeno, se assim for a necessidade principal do seu próprio corpo. ou seja, o que vale é o estímulo de seu corpo, e não o que você deseja e imagina que acontecerá.

Experimentos com ratos realizados por Oesser et al., para quantificar a distribuição de peptídeos de colágeno, indicaram que após a absorção intestinal, os peptídeos de colágeno se acumularam preferencialmente, na cartilagem e nos ossos.

Sobre a ingestão de colágeno hidrolisado as pesquisas mostram que ocorre uma função terapêutica positiva na osteoporose e osteoartrite, com potencial aumento da densidade mineral óssea, efeito protetor da cartilagem articular e principalmente no alívio sintomático em quadros de dor.

Na literatura científica pesquisada não houve consenso sobre a dosagem
de colágeno hidrolisado a ser administrada , mas observa-se que com a suplementação de 8g diária ocorre um aumento da concentração de glicina e prolina no plasma e doses equivalentes a 12g diária promovem melhora significativa nos sintomas de osteoartrite e osteoporose.

Sendo assim, a ingestão de colágeno, carne, ovo, ou qualquer outra proteína animal, se traduz portanto, no fornecimento de matéria prima, pois a proteína vai ser degradado em aminoácidos constituintes e o corpo vai utilizar esses aminoácidos para produzir suas próprias proteínas de colágeno de acordo com o tipo e a necessidade. Num paciente idoso, onde ocorre o envelhecimento não só da pele mas de todo seu organismo, é difícil acreditar que o colágeno ingerido vai ser utilizado pela célula para produzir colágeno para tratar rugas, sendo que outros tecidos mais importantes, como por exemplo os ossos também vão estar necessitando de colágeno!

Outro ponto importante é que o colágeno é produzido pelos fibroblastos que com o tempo vão perdendo sua capacidade de síntese, então para um resultado mais eficaz não basta apenas ingerir colágeno é necessário estimular a capacidade de síntese dos fibroblastos, e isso é possível ingerindo a vitamina C, que desempenha um papel importantíssimo nesse processo.

Tanto o envelhecimento quanto a má alimentação podem afetar a demanda de colágeno no corpo. O ideal a ser feito é seguir uma dieta onde ingesta alimentar supra as necessidades recomendadas tanto de energia, quanto de macro e micronutrientes. Sendo que a nutrição balanceada é essencial não só para prevenir doenças crônicas, mas também para manter a saúde do corpo e garantir seu funcionamento adequado. Se tiver dúvidas procure uma nutricionista, na maioria dos casos é melhor se alimentar de carne, legumes, carboidratos e verduras do que de cápsulas. E não esqueça o colágeno é uma proteína assim como carne e ovos e que todas as proteínas se tranformam em aminoácidos!

 


Dra Raquel Vale. Graduada em Fisioterapia pela UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí, (2004). Pós-graduada em Fisioterapia Dermato Funcional, CBES , Curitiba(2010). Graduanda em Biomedicina- Uniavan- Balneário Camboriu 2019.

Referências Bibliográfivcas

ALMEIDA, P. F. de; SANTANA, J.C.C. Avaliação da qualidade de uma gelatina obtida a partir de tarsos de frango. XXX Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP). Maturidade e desafios da Engenharia de Produção: competitividade das empresas, condições de trabalho, meio ambiente. São Carlos, SP. 2010.

FABBROCINI, F. et al. Tratamento de rugas periorbitais por terapia de indução de colágeno. Surgical & Cosmetic Dermatology, vol.1, no.3, p.:106-111, 2009.

Silva, Tatiane Ferreira da; Penna, Ana Lúcia Barretto. Colágeno: caracteristicas químicas e propriedades funcionais. Revista do Instituto Adolfo Lutz, v. 71, n. 3, p. 530-539, 2012. 

RODRIGUES, V. Análise dos efeitos do colágeno bovino e derivados na proliferação celular e biossíntese de colágeno em fibroblastos humanos. São Paulo, 2009. Disponível na: http://www.ksodesign.net/sundown/wpcontent/uploads/2012/07/estudo15.pdf.

ZIEGLER, F. La F.; SGARBIERI, V. C. Caracterização químiconutricional de um isolado protéico de soro de leite, um hidrolisado de colágeno bovino e misturas dos dois produtos. Rev. Nutr. vol.22 no.1, 2009.

GONÇALVES, Gleidiana Rodrigues et al. Benefícios da ingestão de colágeno para o organismo humano. Revista Eletrônica de Biologia (REB). ISSN 1983-7682, [S.l.], v. 8, n. 2, p. 190-206, ago. 2015. ISSN 1983-7682. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/reb/article/view/18568>. Acesso em: 20 abr. 2019.

LIANG, J.; PEI, X.; ZHANG, Z. et al. The protective effects of long-term oral administration of marine collagen hydrolysate from chum salmon on collagen matrix homeostasis in the chronological aged skin of Sprague-Dawley male rats. J Food Sci; 75 (8): H230-8, 2010. 22. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução n° 16 de 30 de abril de 1999. Aprova o regulamento técnico de procedimentos para registro de alimentos e ou novos ingredientes. Diário Oficial da União de 03 de maio de 1999, Seção 1-E, p. 11.

Prestes RC. Colágeno e seus derivados: características e aplicações em produtos cárneos. UNOPAR Cient Ciênc Biol Saúde [Internet] 2013 [acesso em jan. 2014];15(1):65-74.

Roman JA, Sgarbieri VC. Caracterização físico-química do isolado protéico de soro de leite e gelatina de origem bovina. Braz J Food Technol [Internet] 2007 [acesso em 19 jan. 2014];10(2):137-43.

Frenhani PB, Burini RC. Mecanismos de absorção de aminoácidos e oligopeptídios. Controle e implicações na dietoterapia humana. Arq Gastroenterol [Internet] 1999 [acesso jan. 2014];36(4):227-37.

O problema é querermos determinar como as pessoas tem de ser, para depois amá-las.

Idealizar, sonhar e desejar é importante e natural do ser humano. O problema começa quando esse conjunto se torna excessivo e incompatível com a realidade. Assim, passo a amar e admirar o que criei – e depositei, e não o outro. Sofrimento, frustrações, desentendimentos e desgaste nas relações podem indicar uma vivência baseada em expectativas distorcidas do que o outro é. Conhecer verdadeiramente o parceiro é um exercício, pois nos distancia do que é confortável para nós, nos aproxima da realidade e requer adaptação e aceitação, mas nos proporciona relações saudáveis e, principalmente, baseadas na realidade – e não em fantasias. Quando acolho algo que é diferente de mim ou do que eu penso, isso pode me acrescentar e, então, eu cresço. E então, vai começar a amar o outro ou continuar a buscar alguém em quem depositar suas fantasias?

Jéssica Locatelli-Possui graduação em Psicologia (CRP 12/16682) pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. Pós-graduanda em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pelo COGNITIVO – Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, no Rio Grande do Sul.

Tratamentos para amenizar as olheiras!

 

O bom e velho corretivo não é o único recurso para disfarçar as olheiras. No post anterior discutimos sobre a etiologia e os tipos de olheiras. AGORA vamos conhecer os principais tratamentos para a flacidez, hiperpigmentação, edema e alterações vasculares das áreas ao redor dos olhos.

Toda segunda-feira você acorda e lá estão elas! As olheiras podem aparecer só porque você exagerou nas comidas salgadas no fim de semana. O excesso de sódio colabora para o aumento de volume das pálpebras e aí você fica com aquela olheira edemaciada.

Nesse caso, compressas funcionam muito bem, refrescando e descongestionando a área dos olhos. É uma ótima opção também para combater as olheiras que aparecem na TPM.

  • Chá de camomila: prepare um chá concentrado, aguarde esfriar e ponha com o saquinho alguns minutos no freezer. Coloque sobre os olhos e deixe agir por 10 minutos. Repita por 3 vezes, molhando o saquinho no chá gelado. Faça a COMPRESSA deitada, com a cabeça elevada. Essa posição estimula os vasos a voltarem ao tamanho normal, reduzindo o edema.

Luz Pulsada: aparelho que utiliza um feixe de luz que alcança os vasos dilatados, fechando-os, e destrói a hemosiderina, pigmento causado pelo ferro proveniente do sangue em excesso .

Laser nd:Yag, também conhecido como Acroma, atua na congestão vascular. Quando aplicado na região, ele normaliza a circulação do sangue.

LED: luz com propriedade anti inflamatória.

Laser CO2 Fracionado, Erbium e peelings: melhoram a circulação sanguínea local, aumentam a produção de colágeno e estimulam o rejuvenescimento da pele. Todos estes efeitos podem amenizar a aparência escura e a flacidez de pele.

Preenchimento com Ácido Hialurônico : Essa substância vai ocupar a região que está mais funda, diminuindo o desnível existente entre as olheiras e as maçãs do rosto. Também ameniza a sombra causada pelo sulco devido à perda de colágeno na região.

Além disso pode-se utilizar cremes específicos com efeito anti inflamatório: Camomila, Arnica, Calêndula que ajudam a acalmar a região. Cremes clareadores: vitamina C, ácido Kójico, ácido fítico, arbutin e ácido tranexâmico. E hidratantes com glicerina e vitamina E.

E nunca deixe de utilizar o protetor solar, melhor ainda se for com cor, pois além de protege da luz solar vai disfarçar a olheira.

Este post é informativo e não substitui a consulta médica e nem a avaliação com profissional habilitado da área.

Dra Raquel Vale. Graduada em Fisioterapia pela UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí, (2004). Pós-graduada em Fisioterapia Dermato Funcional, CBES , Curitiba(2010). Graduanda em Biomedicina- Uniavan- Balneário Camboriu 2019.

Referência Bibliográfica

Friedmann DP, Goldman MP. Dark circles: etiology and management options. Clin Plast Surg. 2015;42(1):33-50.

Souza DCM, Ludtke C, Souza ERM, Rocha NW, Weber MB, Manzoni APD, et al. Comparação entre ácido tioglicólico 2.5%, hidroquinona 2%, haloxyl 2% e peeling de ácido glicólico 10% no tratamento da hiperpigmentação periorbital. Surg Cosmet Dermatol. 2013;5(1):46-51

Kadunc BV, Palermo E, Addor FAS, Metsavaht L, Mattos R, Bezerra SMC. Tratado de cirurgia dermatológica, cosmiatria e laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia. São Paulo: Elsevier; 2013. p. 224-18, 412-35, 759-71.

Você sabe quais são as causas das olheiras?


A olheira é causa do desconforto de muitas mulheres que não abrem mão do corretivo antes de sair de casa. A etiologia é multifatorial e ainda não está completamente esclarecida. Na maioria dos casos há um componente genético, que correlacionado a outros aspectos, resulta no escurecimento da área em torno dos olhos.

Entre as principais causas, destacam-se:

  • Herança genética
  • Flacidez e Bolsas: Ao longo dos anos, é comum que a pele e a musculatura da pálpebra se torne flácida, evoluindo com rugas e bolsas de gordura.
  • Pacientes que possuam alergia respiratória severa costumam apresentar escurecimento da pele da pálpebra.
  • Depósito de melanina (pigmento que da cor a pele)
  • Alteração anatômica da região malar e zigomática (aspecto de olheiras fundas)
  • Vascularização, que pode estar superficial e se tornar aparente
  • Hiperpigmentação pós-inflamatória (escurecimento da região por algum processo inflamação prévia)
  • Noites mal dormidas
  • Abuso de droga ou álcool
  • Extresse e cansaço

Os tipos de olheiras são:

Melânicas (acastanhadas) provocadas pelo acúmulo de melanina na região dos olhos. Ocorre por estímulo das radiações solares ou por fatores hormonais, e se agrava com a idade pela flacidez da pele.

Vasculares (azul)são as olheiras arroxeadas, azuladas, exibem pálpebras finas e excesso de vasos sanguíneos na região.

Noites mal dormidas, fumo, estresse e fadiga pioram as olheiras, pois alteram a circulação sanguínea, promovendo a dilatação dos vasos e desidratação.

O sono é essencial para a renovação da pele. Pois, durante o sono o organismo libera hormônios fundamentais para uma série de processos vitais ao organismo. A exaustão estimula a flacidez, intensificando o problema da descida da bolsa de gordura. O estresse orgânico aumenta a vasodilatação e a produção de melanina, acentuando as olheiras.

Dra Raquel Vale. Graduada em Fisioterapia pela UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí, (2004). Pós-graduada em Fisioterapia Dermato Funcional, CBES , Curitiba(2010). Graduanda em Biomedicina- Uniavan- Balneário Camboriu 2019.

ANSIEDADE

Nós temos algumas emoções básicas, que fazem parte da nossa vida desde que nascemos e são essenciais para a nossa sobrevivência. O medo, por exemplo, é uma emoção primária, ou seja, nascemos com ela. ✓ É um estado neurofisiológico primitivo de alarme envolvendo avaliação que há perigo real ou potencial (por exemplo, situações percebidas como incontroláveis ou imprevisíveis e que podem ameaçar nossos interesses, principalmente vitais). ✓ Promove uma resposta imediata. ✓ Os sintomas fisiológicos (p. ex. agitação, palpitações cardíacas, tensão muscular) são respostas defensivas (p ex. para lutar ou fugir). ✓ O medo como avaliação automática básica de perigo é processo central de todos os transtornos de ansiedade.
Já a ansiedade é uma emoção secundária, ou seja, aprendida. Mas também essencial em nossas vidas. ✓ A ansiedade é uma resposta à emoção primária de medo. ✓ É o estado desagradável evocado quando o medo é estimulado. ✓ Essas respostas são cognitiva (o que eu penso, p. ex. Essa aranha pode ser perigosa), afetiva (o que eu sinto, p. ex. Nervosismo), fisiológica (p. ex. Palpitação, tensão muscular) e comportamental (o que eu faço em relação a isso, p. ex. Chamo alguém para retirar a aranha da minha casa).
Tanto o medo como a ansiedade envolve uma orientação ao futuro de modo que questões de “e se?” predominam. Por outro lado, temos a ansiedade considerada patológica:
✓ Ansiedade e preocupação excessivas, ocorrendo na maioria dos dias, com diversos eventos ou atividades. Obs.: Pensamentos/interpretações inconsistentes com a realidade objetiva causam medo acentuado e excessivo.
✓ O indivíduo considera difícil controlar a preocupação.
✓ A ansiedade e a preocupação estão associadas com inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele; fatigabilidade; dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco” na mente; irritabilidade; tensão muscular; perturbação do sono.
✓ A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos causam sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida. ✓ Na maioria casos, ela se desenvolve dentro contexto pressões, demandas e estresses flutuantes vida diária.

Autoestima

Muitas pessoas me perguntam no consultório o que é, afinal, a autoestima e como tê-la. Objetivamente, a autoestima é a crença que a pessoa tem sobre ela mesma. Essas crenças são construídas ao longo do tempo e formam o óculos pelo qual eu me vejo. Por exemplo: Se eu acredito ser uma pessoa capaz de aprender sobre astronomia, me sinto alegre e me engajo com mais facilidade nesta tarefa.

Se eu acredito ser uma pessoa incapaz de aprender astronomia (ainda que isso seja valoroso para mim), me sinto triste e com facilidade evito me engajar nesta tarefa. Pode ser muito difícil entrar em contato com uma crença que, a partir do meu óculos, sempre foi concebida como uma verdade absoluta. Melhor evitá-la, dizem. Mas a evitação não é a única estratégia.

Muitas pessoas se comportam de maneira contrária – mas não por acreditar serem capazes. É uma tentativa infinita de provarem a si e aos outros que podem conseguir. Se sobrecarregam, não pedem ajuda, não se permitem errar… afinal, se eu não dou conta de tudo isso sozinha, é a prova final de que sou uma incapaz. O sofrimento é semelhante em ambas situações. Mas o motivo de irem à terapia são diferentes. Autoestima, portanto, não diz respeito somente ao que eu penso sobre mim mas, sobretudo, ao que eu faço.

Autoestima não é sobre você olhar no espelho e repetir centenas de vezes o quanto você é linda e forte. Essa não seria apenas mais uma tentativa frequente (e não efetiva) de tentar manter distância da crença que, no fim das contas, tem tomado sua vida? #psicoterapia

 

JÉSSICA LOCATELLI- PSICÓLOGA- CRP 12 /16682

DEIXAR IR

Poderíamos ver como o oposto de apegar-se ou agarrar-se. Existe uma instância em que, quando queremos algo, nos agarramos a isso, nos apegamos a isso, mesmo que seja uma ideia e, muitas vezes, nos fixamos nisso. Deixar ir é nos lembrarmos que é realmente possível não nos envolvermos em agarrar e nos apegarmos ao que queremos e tentar repelir o que não queremos, porque é inevitável que coisas desagradáveis venham a surgir, e a gente vai querer afastar essas para longe.

Mas, outras coisas surgirão e serão agradáveis e vamos querer nos apegar a elas, novamente. Então, deixar ir quer dizer realmente deixar ser, quer dizer permitir que as coisas sejam como são e não ficarmos fixados demais em garantir que sejam de certa forma quando é evidente que já não são dessa forma e, portanto, não forçar, permitindo que as coisas sejam como são.

Deixar ir significa permitir o reconhecimento de que quando você está preso pelo seu próprio desejo, pelo seu próprio apego a que as coisas sejam de uma certa forma, isso é doloroso, e que o desapego é, na verdade, a saída para a liberdade. E não é algo que você faz uma só vez, é algo que se pratica de novo e de novo, momento a momento. Toda vez que você se pega se agarrando a algo, você relembra que é possível simplesmente deixar ser e simplesmente deixar ir.

Jéssica Locatelli- Psicóloga- CRP 12/16682

Melasma e o chamado bronzeamento a distância!

Melasma são manchas acastanhadas, de contornos irregulares, mas limites nítidos. Acomete áreas expostas ao sol, geralmente a face e é mais frequente entre mulheres adultas (30 a 55 anos). Sua causa não é totalmente compreendida apesar de alguns fatores de risco serem conhecidos, como história familiar, exposição solar, gravidez, hormônios sexuais, cosméticos e medicamentos fotossensibilizantes.

Na pele, os melanócitos estão presentes na epiderme e são responsáveis pela pigmentação da pele e dos pelos, contribuindo para a tonalidade cutânea, conferindo proteção direta aos danos causados pela radiação ultra violeta assim como são responsáveis pela produção de um pigmento conhecido como melanina. A melanina é o principal pigmento biológico envolvido na pigmentação cutânea, sendo determinante das diferenças na coloração da pele.

Nessa época, quando acaba o verão é comum os pacientes retornarem ao consultório, relatando piora ou recidiva do Melasma. Na maioria das vezes realizaram as atitudes preventivas como utilizar protetor na região da face com cor e FPS correto, usarem boné, hidratante, entre outras. Mas bronzearam o corpo! Um dos motivos do melasma ter piorado ou voltado, é que a radiação solar,  aumenta a produção de um hormônio chamado MSH (hormônio estimulante dos melanócitos) , que estimula o melanócito a produzir melanina e ocorre a pigmentação da pele. Mas como o hormônio MSH cai na corrente sanguínea ele pode atingir os melanócitos das áreas que não pegaram sol (bronzeamento a distância), estimulando-os a produzir mais melanina, principalmente nas áreas de melasma.

Em 2016, a revista SUPERINTERESSANTE, publicou uma matéria, chamada o bronzeador Injetável onde um laboratório criou a versão sintética do MSH vendida apenas para o tratamento das vítimas de porfiriado (doença de base genética que provoca hipersensibilidade ao sol).  A injeção é aplicada na região do quadril (área escolhida por conter mais gordura, o que torna a picada menos dolorosa) e o princípio ativo do remédio começa a agir. Após 48 horas, a pele de todo o corpo já está visivelmente escurecida, num efeito que dura dois meses. Sendo que os pacientes não pegaram sol para estimular o melanócito, apenas utilizaram a versão sintética do hormônio, que estimulou o melanócito a produzir melanina, “bronzeando a pele”.

Quem tem melasma precisa compreender que sua pele é extremamente sensível à luz. Que o melasma ainda é uma patologia que não foi totalmente esclarecida. Por isso, o melhor a fazer é  protejer-se diariamente contra a luz solar  e visível. Faça chuva ou faça sol, dentro ou fora de casa. A proteção deve continuar mesmo depois que a hiperpigmentação for tratado (a mancha clareada). E não esqueça que a proteção não deve ser apenas na região afetada, por causa do efeito de bronzeamento a distância. Se você relaxar depois que a pele clarear, a mancha pode voltar!

Dra Raquel Vale- Fisioterapeuta Dermato Funcional, responsável técnica do Centro de Saúde e Estética Elegance.

Referências:

Luciane Donida Bartoli Miot; Hélio Amante Miot; Márcia Guimarães da Silva; Mariângela Esther Alencar Marques. Fisiopatologia do melasma. An. Bras. Dermatol. vol.84 no.6 Rio de Janeiro Nov./Dec. 2009

Jimbow K, Quevedo Jr WC, Fitzpatrick TB et al. Biology of Melanocytes. In: Fitzpatrick TB, Eisen AZ, Wolff K, Freedberg IM, Austen KF. Dermatology in General Medicine. v. 1. New York: Mcgraw-Hill; 1999. p.192-220.

O bronzeador injetável; revista superinteressante.31 out 2016, 18h49 – Publicado em 27 mar 2012, 22h00