ADORO FEIJÃO, MAS ELE ME DÁ GASES… E AGORA?

 

Que os feijão além de deliciosos são os causadores de gases em alguns indivíduos nós já sabemos, mas porque isso ocorre?

Além de conter vitaminas, minerais, carboidratos e serem uma ótima fonte de proteína vegetal os feijões contém também fatores chamados de anti-nutricionais, são eles: taninos, fitatos e inibidores da tripsina e lecitinas que diminuem a absorção de minerais como ferro, cálcio e zinco além de alterar a digestibilidade das proteínas dos feijões. Ele contém um oligossacarídeo chamado Rafinose que é o causador de flatulência na maioria dos consumidores e acaba por impossibilitar o consumo dos mesmos.

Para diminuir a proporção desses fatores anti-nutricionais a dica é:

*Usar 3 medidas de água para cada medida de feijão;

*Deixá-los de molho por pelo menos 16 horas, sempre trocando a água (Principalmente enquanto ainda formar aquela espuminha na parte superior do líquido);

*Não realizar a cocção do grão na água do molho, descartá-la e utilizar água limpa.

Estudos comprovam (OLIVEIRA.Costa, 2001) que após esses procedimentos, quando o grão é submetido à pressão por 40 minutos os fatores anti-nutricionais diminuem drasticamente.

Teste e nos conte, se assim como a maioria dos consumidores seus desconfortos também diminuíram, queremos saber! 

Dra. Samanta do Canto- Nutricionista Especialista em Gestão em Gastronomia

O escurecimento da virilha frequentemente é causado por algum tipo de atrito. Roupas apertadas, fricção de pele com pele, principalmente em quem está com sobrepeso (e possui mais dobras), por uso de lâminas ou creme depilatórios e ainda por causa pelos encravados, que inflamam. Esse contato desenvolve uma resposta inflamatória que estimula a produção de melanina na região comprometida, gerando, assim, as manchas. Outras possíveis causas são obesidade, síndrome metabólica e até mesmo infecção por fungos. Essa alteração de pele é bem comum e pode ocorrer com qualquer pessoa, principalmente com pacientes que possuem pele morena ou negra.

As manchas escuras na virilha podem ser tratadas com métodos simples, como o uso de cremes clareadores e com a realização de procedimentos estéticos. A escolha do melhor cuidado vai depender do grau de hiperpigmentação, a cor da sua pele, tempo da mancha e a causa do escurecimento. Veja algumas opções de tratamento:

A Hidratação deve ser feita todos os dias e sempre com a pele bem limpa e seca para evitar a proliferação de bactérias ou fungos. Após o banho é o momento perfeito para a aplicação de cremes e loções hidratantes.

Para as axilas o mercado já oferece alguns desodorantes e antitranspirantes que contém componentes hidratantes em suas fórmulas. Sempre que for possível opte por esse tipo de produto e evite os que contenham álcool, pois ele resseca a pele.

Quando a causa for o atrito por causa da depilação convencional ou a foliculite, vale a pena investir na depilação a laser. Por ser o método mais definitivo, reduz a necessidade de uma frequência maior de depilações. Dessa maneira o processo inflamatório que acontece após a depilação e que causa o escurecimento é minimizado.

Os Peelings químicos devem ser utilizados com muita cautela, pois essa região é sensível, e quanto mais for agredida, o melanócito responderá com mais melanina. Sendo assim, existem peelings hidratantes, com despigmentantes naturais, que combinados resultam num excelente clareamento.

Um laser muito utilizado para clarear a virilha e axila é o ND YAG- QS 1064, por não ser agressivo, e degradar o pigmento nas camadas profunda, média e superficial da pele.

Mas não esqueça! Identificar a causa do escurecimento é fator fundamental para obtermos resultado no tratamento.

Dra Raquel Vale- Fisioterapeuta Dermato Funcional. Responsável Técnica do Centro de Saúde e Estética Elegance.

Os benefícios do Pilates para o Respirador Bucal! Você sabe o que é um respirador bucal? Conhece alguém assim?

A Síndrome do Respirador Bucal é quando ocorre a substituição da respiração nasal pela respiração bucal durante um período prolongado podendo estar relacionada com obstruções nasais, hábitos bucais inadequados ou fatores genéticos. Estudos destacam que esta síndrome pode causar: insônia, hiperatividade, dificuldade de aprendizagem, sonolência diurna, cansaço frequente, ronco, baixo apetite, crescimento físico diminuído, alterações posturais entre outros. As alterações posturais ocorridas merecem um destaque especial, pois devido ao corpo tentar se adaptar para facilitar a passagem do ar nas vias aéreas, causando diversas alterações posturais, não só alterando a posição da cabeça, pois o corpo trabalha em cadeias, assim, toda a mecânica corporal se altera. Assim a atividade física possui papel fundamental, para minimizar estas alterações. O Pilates tem sido bastante procurado, por prevenir, minimizar e corrigir desvios posturais através de exercícios que trabalham de maneira global e respeitam os limites e as necessidades de cada pessoa. É importante destacar que o tratamento para o respirador bucal deve ser sempre realizado por uma equipe multidisciplinar, onde o otorrinolaringologista e/ou alergologista; o odontologista; o fonoaudiólogo e o fisioterapeuta.

Joseph Pilates dava tanta importância a respiração que sempre dizia: “A RESPIRAÇÃO É O PRIMEIRO E O ÚLTIMO ATO DE NOSSAS VIDAS”. Procure um profissional! O respirador bucal pode e deve ter uma vida mais saudável e com mais qualidade.

Dra Morgana Vequi. Graduada em Fisioterapia pela UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí, (2011). Pós-graduada no Método Pilates pela PUC-PR – Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Curitiba, (2015). Mestranda em Saúde Coletiva na FURB – Universidade Regional de Blumenau – SC

O medo é uma emoção básica importantíssima para a preservação da vida, uma vez que sua função é nos proteger do perigo, pois produz respostas que visam aumentar a probabilidade de sobrevivência numa situação avaliada como perigosa. Essas reações são luta, fuga, congelamento e desfalecimento. Por exemplo, vamos imaginar que nos deparamos com um animal perigoso. Se nosso cérebro interpretar que podemos enfrentar o animal, nosso corpo se organiza para enfrentar ou intimidar o animal. Porém, se o animal parecer muito grande ou perigoso para nossos recursos, a resposta que se organiza é de fuga. Se não houver possibilidade de fuga, uma resposta possível é a de paralisia, de congelamento, como uma estratégia de tentar passar despercebido. Caso o ataque seja avaliado como iminente pode surgir uma resposta de desfalecimento para tentar pacificar o inimigo ou de desmaio para nos proteger de sentir a dor do ataque.
Mas… e quando sentimos medo desproporcional e persistente por algo que não representa um perigo real?
A isso chamamos de FOBIA ESPECÍFICA, comumente tida por um ou mais objetos ou situações (p. ex. voar, animais, agulhas, elevadores, fantasias). A fobia específica, além de ser desproporcional em relação ao perigo real imposto e provocar uma resposta imediata de medo e ansiedade, também é ativamente evitada ou suportada com intenso sofrimento, e causa prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. Dentre os sintomas cognitivos, está a preocupação, expectativa apreensiva, dificuldade de raciocínio e pensamentos catastróficos, hipergeneralistas e dicotômicos. Os sintomas comportamentais se caracterizam por fuga e esquiva, além de agitação, hipervigilância e dificuldade para falar. Já os sintomas fisiológicos são tensão muscular, taquicardia, sudorese, sensação de sufocamento, tontura, fraqueza, e boca seca.
Se você se identificou com os sintomas, busque ajuda. Lembre-se, a grande maioria das coisas que nos causam medo são perigos autocriados em nossa própria imaginação.

APA. Associação Psiquiátrica Americana. Manual Diagnóstico e estatístico de transtornos mentais – DSM 5. Ed. 5. Washington, Associação Psiquiátrica Americana, 2014.
KNAPP, P. Terapia Cognitivo-Comportamental na Prática Psiquiátrica. São Paulo: Artmed, 2004.
DARWIN, C. The Expression of the Emotions in Man and Animals. Reino Unido: John Murray, 1872.

Por Jéssica Locatelli-  Possui graduação em Psicologia (CRP 12/16682) pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI.

Pós-graduanda em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pelo COGNITIVO – Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, no Rio Grande do Sul.

Ansiedade

Muitas palavras diferentes estão relacionadas à ansiedade, como medo, pavor, pânico, preocupação, nervosismo e apreensão. Isso leva a uma considerável confusão e imprecisão do uso do termo “ansioso”. Que tal esclarecermos?

O medo é um estado neurofisiológico primitivo de alarme envolvendo a avaliação de perigo real ou potencial diante de determinada situação, iminente a segurança e integridade humana. Já a ansiedade é uma resposta cognitiva (p. ex. medo de ferimento ou morte), afetiva (p. ex. nervosismo), fisiológica (p. ex. palpitações) e comportamental (p ex. busca de reasseguramento) provocada pelo medo, ativada quando os eventos são concebidos como imprevisíveis, incontroláveis, e que podem ameaçar os interesses vitais do indivíduo. Tanto o medo como a ansiedade envolvem uma orientação ao futuro de modo que questões de “e se?” predominam.

Por exemplo, Bill passeava no parque e, de repente, avistou uma aranha venenosa ao lado de seu pé. Bill sentiu medo (ou seja, avaliou a situação como perigosa) e, então, correu (resposta comportamental), ao mesmo tempo em que seu coração palpitava (resposta fisiológica), se sentia nervoso (resposta afetiva), e imaginava a aranha picando seu pé (resposta cognitiva).

Mas, em que ponto o medo e a ansiedade se tornam disfuncionais e a intervenção clínica é justificada?

O primeiro ponto a ser considerado é que, muitas vezes, há avaliação errônea de perigo, ou seja, a avaliação cognitiva associada à situação leva ao medo e ansiedade acentuada que é inconsistente com a realidade. Outro ponto a ser considerado é quando o medo e ansiedade interferem no funcionamento do indivíduo, seja social ou ocupacional. Além disso, em condições clínicas, a ansiedade persiste por muito mais tempo do que seria esperado sob condições consideradas normais, o que causa sofrimento intenso.

Por Jessica Locatelli – CRP 12/16682

Beck, A. T., Emery, G. & Greenberg, R. L. Anxiety disorders and phobias: A cognitive perspective. New York: Basic Books, 1985.

 

 

OS BENEFÍCIOS DOS PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS NO PROCESSO DE EMAGRECIMENTO ALIADO AOS EXERCÍCIOS FÍSICOS.

O cuidado com a beleza não pode ser associado somente com a vaidade. A saúde também é beneficiada por tratamentos estéticos. Realizados em clínicas de medicina e estéticas, tratamentos aliviam a tensão do dia a dia, fortalecem o sistema imunológico e elevam a auto estima da pessoa. Não é um luxo apenas.

A imagem corporal é a maneira pela qual o corpo se apresenta para si próprio. O hábito de fazer dietas e de consumir produtos dietéticos são umas das preocupações mais marcantes das mulheres, embora demonstre uma preocupação excessiva com a quantidade de gordura no corpo, elas evitam comidas que engordam e expressão o desejo de serem cada vez mais magra.

Apesar de existirem diferenças individuais significativas relacionadas aos mecanismos de consumo e gasto de energia, o equilíbrio energético vem sendo o determinante principal quanto a modificações associadas ao controle de peso corporal, o que torna as dietas e a prá- tica de atividades físicas importantes mecanismos de controle

A quantidade de “calorias” que não for queimada, produzindo trabalho biológico, é armazenada na forma de gordura. Então, é importante que se mantenha um nível de atividade física correspondente ao consumo energético, ou vice-versa, para que haja uma manutenção do peso corporal.

Não existem formulas milagrosas para o emagrecimento ou para o ganho de peso corporal. Embora exista uma influência genética forte na constituição da composição corporal, o peso corporal recomendável acaba resultando da combinação de uma dieta saudável e de um estilo de vida fisicamente ativo.

(Aliando os benefícios estéticos e cuidando da alimentação junto com o exercício físico, teremos uma forma física boa).

Lucimara dos Santos- Massoterapeuta e Esteticista do Centro e Saúde e Estética Elegance.

Luto normal x Luto patológico

 

No curso de nossas vidas, todos nós somos levados a enfrentar uma série de perdas significativas e inevitáveis. Perdemos amigos queridos, familiares e pessoas próximas que despertam, com suas mortes, o processo de luto, fase da expressão dos sentimentos decorrentes dessa perda. Apesar de o luto ser universal, o seu significado é multifacetado na experiência de vida humana, uma vez que existem grandes diferenças em relação a como os indivíduos reagem diante das perdas.

O processo de luto envolve, tipicamente, sentimentos de apatia e abatimento, perda de interesse no mundo exterior e diminuição na atividade e iniciativa. Entretanto, no luto considerado bem elaborado, mesmo diante desses sintomas, que não são persistentes, a morte é tomada como algo real e o sujeito enlutado apresenta disponibilidade para novos investimentos em sua vida. Esses novos investimentos sadios sugerem a reorganização da nova rotina, tanto funcional como emocional. Já no luto considerado patológico ocorre a intensificação dos sintomas típicos do luto, ou seja, os sintomas são persistentes, integrando-se a vida do enlutado. Nesse processo, o indivíduo não consegue reorganizar sua vida e construir novos projetos para o futuro.

As crenças do indivíduo, as quais ditam a maneira pela qual ele interpreta os fatos à sua volta, são decisivas para as reações diante da perda. Ou seja, nossas crenças e nossos pensamentos influenciam, em grande parte, a forma como iremos encarar a morte e como iremos reagir diante de um processo de luto.

Dessa forma, o tratamento da pessoa enlutada que não conseguiu elaborar o luto de forma saudável se propõe a ajuda-lo a identificar os pensamentos distorcidos responsáveis pela perpetuação de seu sofrimento diante da perda, além de melhorar a qualidade da relação com outros sobreviventes, estabelecer novos relacionamentos, desenvolver uma nova rotina e dar um novo significado à vida.

CERENTINI, D.; DUARTE, E. R. C. L; PERGHER, G. K. Terapia Cognitivo-Comportamental no Luto. In: WAINER, R.; PICCOLOTO, N. M.; PERGHER, G. K. Novas temáticas em Terapia Cognitiva. Rio Grande do Sul: Sinopsys, 2011.

Jéssica Locatelli- Possui graduação em Psicologia (CRP 12/16682) pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. Pós-graduanda em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pelo COGNITIVO – Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, no Rio Grande do Sul.

Homens se rendem a depilação á laser!

Atualmente, devido ao corre-corre, é muito difícil arrumar tempo para fazer a barba, mesmo que demore apenas alguns minutos. Esse dever diária atormenta muitos homens, que adorariam não mais ser dependentes da lâmina de barbear e sonham em ter a comodidade de acordar todos os dias com a pele  lisa, sem cortes, irritações e sobretudo sem a aspereza dos pelos em crescimento.

Cada vez mais os homens  estão procurando as clínicas em busca da depilação a laser com o objetivo de reduzir e até acabar com os pelos. Com essa grande procura, a área estética vem desenvolvendo tecnologias para atender de forma personalizada aos diferentes públicos, visando sempre garantir a segurança do paciente e proporcionar resultados satisfatórios.

A pele masculina,  é aproximadamente 20% mais espessa que a pele feminina. Contem mais colágeno e tem um aspecto mais compacto e firme. Por isso, um dos aparelhos mais indicados para depilação masculina é o Laser Vectus. Tendo uma longitude de 810 mm,  consegue alcançar uma maior profundidade da pele devido a um aquecimento mais penetrante que atinge o folículo e destrói as células responsáveis pelo crescimento do pelo. É um equipamento de última geração o qual é projetado para remover os pelos indesejados e ainda tratar a foliculite de forma segura.

As regiões mais procuradas para Depilação são: barba, axilas, costas, pernas, peito e barriga. É importante lembrar que é preciso passar por uma avaliação profissional, pois nesta tecnologia o resultado depende da área aplicada, da cor de pele, espessura do pelo e sua coloração. Geralmente nota-se resultados desde a primeira sessão.

Esta foto é antes de iniciar as sessões de depilação á laser. E após trinta dias da primeira sessão.

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Dra Raquel Vale- Fisioterapeuta Dermato Funcional. Responsável Técnica do Centro de Saúde e Estética Elegance.

 

 

 

Avaliação estética gratuita!

Semanalmente as pessoas nos questionam se realmente existe a necessidade da avaliação antes de realizar algum procedimento estético. Nem sempre o tratamento mais famoso ou aquele que as celebridades postam em suas redes sociais, é o mais indicado.

A  avaliação é o momento onde temos a oportunidade de conhecer bem a história de vida do cliente, incluindo seu dia-a-dia, pois tanto a genética (ramo da biologia que estuda a hereditariedade) quanto a epigenética (ciência que pesquisa a ação do meio e dos hábitos de vida sobre o indivíduo) interferem nas mudanças estéticas e nos resultados dos tratamentos. Também é a hora do cliente sanar suas dúvidas, conhecer melhor o profissional e a clínica onde deseja realizar seu tratamento.

Todos os seres humanos diferem uns dos outros e na estética também funciona assim, cada cliente tem suas características físicas, objetivos e hábitos de vida bem definidos. Sendo assim, a avaliação vai dar embasamento teórico e prático para o profissional traçar o melhor tratamento, respeitando a individualidade e promovendo além de benefícios estéticos também psicológicos e sociais.

A estética é uma ciência, que quando bem conduzida e manipulada, traz resultados surpreendentes! Por isso, na Clínica Elegance a avaliação é gratuita! Para que todos tenham a oportunidade de conhecer nossos profissionais, as tecnologias e nosso ambiente!

Somos uma Clínica Humanizada e nos preocupamos com o bem estar e saúde do nosso cliente!

 

 

 

 

VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?

 

O medo é uma emoção básica importantíssima para a preservação da vida, uma vez que sua função é nos proteger do perigo, pois produz respostas que visam aumentar a probabilidade de sobrevivência numa situação avaliada como perigosa. Essas reações são luta, fuga, congelamento e desfalecimento. Por exemplo, vamos imaginar que nos deparamos com um animal perigoso. Se nosso cérebro interpretar que podemos enfrentar o animal, nosso corpo se organiza para enfrentar ou intimidar o animal. Porém, se o animal parecer muito grande ou perigoso para nossos recursos, a resposta que se organiza é de fuga. Se não houver possibilidade de fuga, uma resposta possível é a de paralisia, de congelamento, como uma estratégia de tentar passar despercebido. Caso o ataque seja avaliado como iminente pode surgir uma resposta de desfalecimento para tentar pacificar o inimigo ou de desmaio para nos proteger de sentir a dor do ataque.
Assim, compreendemos que o medo é uma emoção inerente ao ser humano, com funções evolutivas importantes para a perpetuação da espécie.
Mas… e quando sentimos medo desproporcional e persistente por algo que não representa um perigo real?
A isso chamamos de FOBIA ESPECÍFICA, comumente tida por um ou mais objetos ou situações (p. ex. voar, animais, agulhas, elevadores, fantasias, tempestades). A fobia específica, além de ser desproporcional em relação ao perigo real imposto e provocar uma resposta imediata de medo e ansiedade, também é ativamente evitada ou suportada com intenso sofrimento, e causa prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. Dentre os sintomas cognitivos, está a preocupação, expectativa apreensiva, dificuldade de raciocínio e pensamentos catastróficos, hipergeneralistas e dicotômicos. Os sintomas comportamentais se caracterizam por fuga e esquiva, além de agitação, hipervigilância e dificuldade para falar. Já os sintomas fisiológicos são tensão muscular, taquicardia, sudorese, sensação de sufocamento, tontura, fraqueza, e boca seca.
O quadro clínico mostra, claramente, uma queda significativa da qualidade de vida. Se você se identificou com os sintomas, busque ajuda. Lembre-se, a grande maioria das coisas que nos causam medo são perigos autocriados que existem quase inteiramente em nossa própria imaginação.

APA. Associação Psiquiátrica Americana. Manual Diagnóstico e estatístico de transtornos mentais – DSM 5. Ed. 5. Washington, Associação Psiquiátrica Americana, 2014.
KNAPP, P. Terapia Cognitivo-Comportamental na Prática Psiquiátrica. São Paulo: Artmed, 2004.
DARWIN, C. The Expression of the Emotions in Man and Animals. Reino Unido: John Murray, 1872.

Jéssica Locatelli- Possui graduação em Psicologia (CRP 12/16682) pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI.