DEIXAR IR

Poderíamos ver como o oposto de apegar-se ou agarrar-se. Existe uma instância em que, quando queremos algo, nos agarramos a isso, nos apegamos a isso, mesmo que seja uma ideia e, muitas vezes, nos fixamos nisso. Deixar ir é nos lembrarmos que é realmente possível não nos envolvermos em agarrar e nos apegarmos ao que queremos e tentar repelir o que não queremos, porque é inevitável que coisas desagradáveis venham a surgir, e a gente vai querer afastar essas para longe.

Mas, outras coisas surgirão e serão agradáveis e vamos querer nos apegar a elas, novamente. Então, deixar ir quer dizer realmente deixar ser, quer dizer permitir que as coisas sejam como são e não ficarmos fixados demais em garantir que sejam de certa forma quando é evidente que já não são dessa forma e, portanto, não forçar, permitindo que as coisas sejam como são.

Deixar ir significa permitir o reconhecimento de que quando você está preso pelo seu próprio desejo, pelo seu próprio apego a que as coisas sejam de uma certa forma, isso é doloroso, e que o desapego é, na verdade, a saída para a liberdade. E não é algo que você faz uma só vez, é algo que se pratica de novo e de novo, momento a momento. Toda vez que você se pega se agarrando a algo, você relembra que é possível simplesmente deixar ser e simplesmente deixar ir.

Jéssica Locatelli- Psicóloga- CRP 12/16682

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