Estrias na Gravidez

O aparecimento de estrias na gravidez, é um fato extremamente comum, chegando a acometer 90% das gestantes, especialmente no terceiro trimestre, época em que o esgarçamento de pele da região abdominal torna-se exacerbada.

Sua causa ainda é desconhecida e há poucos estudos científicos sobre o assunto. O que sabemos , é que elas se desenvolvem decorrente de uma associação de fatores, muitos envolvendo a distensão física da pele, como o grande aumento do volume corporal, e outras as alterações hormonais como o aumento de estrogênio, cortisol e relaxinas que tornam as fibras elásticas da pele mais frágeis.

Há um visível componente genético na formação de estrias durante a gravidez. Estudos comprovam que mulheres com histórico familiar de estrias na gravidez possuem uma propensão muito maior a desenvolver estrias durante o mesmo período. A idade da gestante também é um fator de risco, quanto mais jovem a gestante, maior será o risco de desenvolver estrias, pois a pele é mais firme com menos elasticidade o que facilita o rompimento das fibras elásticas. Gestantes acima de 30 anos têm risco bem mais baixo. Parece haver também relação com os fatores ambientais, etnia, peso do feto e pré propensão a desenvolver estrias.

Na gravidez as estrias são mais propensas a aparecer no abdômem, mama e quadris. Costumam surgir a partir do sexto mês. Em geral, elas iniciam como lesões avermelhadas, e gradualmente, perdem pigmentação e ficam brancas, atróficas e algumas vezes doloridas.

A má notícia é que nenhuma terapia provou 100% de eficácia em prevenir o desenvolvimento de estrias durante a gravidez. O tratamento mais indicado e seguro, com comprovação científica, ainda é a velha e boa hidratação, através de cosméticos á base de emolientes especiais, vitaminas e peptídeos. Que aceleram a recuperação e aumentam a capacidade da pele de voltar ao seu estado natural.  Porém, na gravidez não é possível controlar o principal fator de risco, que é o crescimento do volume abdominal, por isso, a prevenção é mais difícil que na população em geral.

No próximo post vamos discorrer sobre os recursos terapêuticos disponíveis, que podem ser utilizados mesmo durante o período  de amamentação exclusiva.

Dra Raquel Vale Gomes de Carvalho- Fisioterapeuta Pós Graduada em Dermato Funcional- Responsável técnica do Centro de Saúde e Estética Elegance.

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